Dirofilariose: o Verme do Coração Que Ameaça Cães e Gatos no Litoral Brasileiro

Picada de mosquito parece um incômodo passageiro, mas para cães e gatos pode ser o início de uma doença silenciosa que se instala direto no coração. A dirofilariose, causada pelo verme Dirofilaria immitis, é transmitida por mosquitos da família Culicidae que já se alimentaram em um animal infectado, e segundo matéria publicada pela Band em janeiro de 2026, vem se espalhando por várias regiões do país, com destaque para áreas de clima quente, litoral e praias.

Cão sendo examinado em consulta veterinária

Sete meses para virar um problema sério

Segundo Mariana Silva, médica-veterinária e consultora técnica da Boehringer Ingelheim, nos cães as larvas transmitidas pela picada levam cerca de sete meses para se tornar vermes adultos, instalados no coração e nas artérias pulmonares. É esse período silencioso que torna a dirofilariose particularmente traiçoeira: o animal pode estar infectado meses antes de qualquer sinal clínico aparecer.

Nos cães, os sintomas incluem tosse persistente, cansaço, perda de peso e dificuldade para respirar, podendo evoluir para desmaios e acúmulo de líquido no abdômen em casos avançados. Já nos gatos, o quadro se parece com crises de asma: vômitos recorrentes, falta de apetite e risco de colapso súbito. O diagnóstico exige exame de sangue, complementado por ecocardiograma e radiografias quando há suspeita.

Cão durante check-up veterinário de rotina

Por que tratar é mais difícil do que prevenir

Aqui está o ponto que todo tutor precisa entender: o medicamento específico para eliminar vermes adultos de Dirofilaria immitis não está disponível no Brasil. Outros fármacos podem ser usados no tratamento, mas carregam riscos relevantes para o animal, especialmente em casos já avançados. Isso inverte completamente a equação entre prevenir e remediar.

  • Antiparasitário específico com aplicação mensal é a base da prevenção contra dirofilariose.
  • Check-up anual com triagem ajuda a identificar infecção antes que o animal desenvolva sintomas graves.
  • Antes de viagens para áreas de risco, como litoral e regiões de clima quente, o ideal é iniciar a prevenção com orientação profissional.
  • Coleiras ou repelentes contra mosquitos funcionam como camada extra de proteção, nunca como substituto do antiparasitário.
Cão de estimação em ambiente doméstico

Como resume a própria especialista consultada pela Band, a prevenção contínua é hoje a estratégia mais eficaz para preservar a qualidade de vida dos animais. Financeiramente também faz sentido: o custo de manter a prevenção mensal é bem menor do que lidar com as complicações cardíacas e pulmonares de um cão ou gato que já desenvolveu a doença.

Deixe uma resposta

Compartilhar

Share on facebook
Facebook
Share on linkedin
LinkedIn
Share on telegram
Telegram
Share on whatsapp
WhatsApp

TAMBÉM QUER SEU ANÚNCIO AQUI? ENTRE EM CONTATO

Translate »