ESTRESSE TÉRMICO E PRODUÇÃO DE LEITE

O sistema biológico dos animais leiteiros possue grande predisposição a interferências ambientais, como frio e calor. Certamente, o estresse pelo frio possui pouca interferência no fisiológico do animal, no entanto o estresse pelo calor sobrecarrega todo sistema biológico desses animais.

 O estresse térmico se inicia quando fatores externos ao animal fazem com que a temperatura corporal aumente, resultando em mudanças fisiológicas para promover a dissipação do calor. O estresse por calor é prejudicial à produção de leite e afeta inúmeras variáveis, incluindo o consumo de ração e a produção de leite.

Segundo Santos e Fonseca (2019), em situação de estresse térmico, a vaca apresenta alterações fisiológicas comportamentais: aumento da taxa respiratória e da sudorese, ofegação, aumento do consumo de água, redução de locomoção e do consumo de alimentos. Essas mudanças podem impactar de maneira negativa a produção de leite, a reprodução e a capacidade de resposta imune. 

Ainda segundo Santos e Fonseca (2019), a principal reação fisiológica dos animais em condição de estresse térmico é a redução do consumo de alimentos, consequentemente, o aporte de nutrientes essenciais e energia metabolizável é reduzido. Durante os períodos mais quentes e úmidos, a menor capacidade de resposta imunológica e o aumento da contaminação do teto por patógenos levam a um risco aumentado de mastite clínica.

A baixa imunidade está relacionada com a redução da ingestão de alimentos, redução da disponibilidade de nutrientes essenciais para o sistema imunológico (vitamina E e selênio). Altas temperaturas e umidade relativa do ar promovem a disseminação de patógenos no ambiente, aumentando assim, o risco de contaminação dos tetos e de novas infecções.

Vacas em lactação sob condições de estresse tem o consumo de forragem e a capacidade de ruminação diminuídos, consequentemente causa a redução na produção de ácidos graxos voláteis resultando na alteração da proporção de propionato/acetato. O propionato é o principal precursor de glicose em ruminantes e essa glicose pode ser utilizada no úbere lactante. Além disso, o acetato é o principal precursor da síntese de ácidos graxos de cadeia curta, no qual contribui para síntese de novo de gordura do leite.

MEDIDAS PARA REDUZIR O ESTRESSE TÉRMICO

Os principais métodos para redução do estresse térmico são:

  1. Fornecimento de sombra: visa reduzir a exposição à radiação solar;
  2. Ventilação mecânica: aumenta a circulação de ar do ambiente;
  3. Aspersão de baixa pressão: resfriam a vaca pela evaporação da água da pele para o ambiente.

Outras maneiras alternativas para diminuir o estresse térmico são:

  1. Aumentar a disponibilidade de água para aumentar o consumo;
  2. Fornecimento de sombra nos locais de alimentação e na sala de espera;
  3. Diminuir as distancias que as vacas caminham;
  4. Reduzir o tempo na sala de espera e uso de ventilação forçada;
  5. Proporcionar resfriamento para vacas antes e após o parto (3 semanas).  (SANTOS; FONSECA, 2019)
Figura 1- Efeitos do estresse térmico (Fonte: Coagril)

Referências:

SANTOS, M. V. dos; FONSECA, L. F. L. da. Controle da mastite e qualidade do leite: Desafio e soluções. 1. ed. Pirassununga-Sp: [s.n.], 2019. v. 1. 301 p.

COLLIER, R. et al. Influences of Environment and Its Modification on Dairy Animal Health and Production. November 1982. Disponível em: https://www.journalofdairyscience.org/article/S0022-0302(82)82484-3/fulltext#%20.

MARCONDES, M. I.; ROTTA, P. P.; PEREIRA, B. de M. Nutrição e Manejo de Vacas
Leiteiras
. 1. ed. Viçosa-MG: UFV, 2019. v. 1. 236 p.

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