HIPERQUERATOSE DOS TETOS

O canal do teto é a principal barreira para impedir a entrada de microrganismos causadores de mastite. Portanto, quando a condição da pele do teto muda, aumenta o risco de novos casos de mastite.

Segundo Santos e Fonseca (2019), a hiperqueratose dos tetos é o crescimento excessivo da pele da extremidade dos tetos. Do ponto de vista histológico, a hiperqueratose é resultado da hiperplasia (aumento do número de células) nas camadas de pele dessa região. Evidentemente, é uma resposta ao mal funcionamento do equipamento de ordenha ou pela ação química dos desinfetantes. Vacas de alta produção possuem maior predisposição a ter hiperqueratose devido ao maior tempo de ordenha.

A ocorrência da hiperqueratose pode ter influência de diversos fatores como:

  • Funcionamento inadequado do equipamento de ordenha;
  • Nível de produção;
  • Condições ambientais;
  • Agentes infecciosos;
  • Genética, etc.

Outros fatores afetam a ocorrência de hiperqueratose sendo eles: o formato dos tetos, duração da ordenha, sobre ordenha, estagio e número de lactações, etc.

“Vacas com tetos de formato irregular, mal posicionados ou com tamanho inadequado para a ordenha mecânica tem maior risco de hiperqueratose.” (SANTOS; FONSECA, 2019)

Escore de hiperqueratose de tetos (Fonte: arquivo pessoal)

Escore 1: Normal, N sem formação de anel e com a extremidade do teto plana. Característico dos tetos no início da lactação;

Escore 2: Leve, L pequena formação de anel na extremidade do teto;

Escore 3: Rugoso, R formação de anel rugoso na extremidade do teto, com presença de dobras de queratina no orifício do teto;

Escore 4: Muito Rugoso, MR grande formação de anel rugoso na extremidade do teto, aparência de flor.

 VERIFICAÇÃO DA HIPERQUETATOSE DE TETOS  

  1. Avaliar imediatamente os tetos após o termino da ordenha, antes da aplicação do pós-dipping;
  2. Observar as extremidade dos tetos de forma individual e se houver leite residual deve seca-lo com papel toalha para melhor observação;

Por fim, algumas medidas devem ser tomadas para evitar a ocorrência de hiperqueratose como:

  • Manter a manutenção do equipamento de ordenha em dia de acordo com a recomendação do fabricante;
  • Buscar a utilização de produtos adequados para higienização do teto;
  • Evitar sobre ordenha, etc.

Resumindo, é fácil concluir que, monitorando a rotina de ordenha e o estado do teto, pode-se verificar de forma precoce o mal funcionamento e possíveis problemas do equipamento de ordenha. O diagnóstico rápido pode dar tempo suficiente para resolver o problema de forma a não gerar grandes perdas econômicas.

Referências:

SANTOS, M. V. dos; FONSECA, L. F. L. da. Controle da mastite e qualidade do leite: Desafio e soluções. 1. ed. Pirassununga-Sp: [s.n.], 2019. v. 1. 301 p.

SANTOS, M. V. Hiperqueratose dos tetos e sua influência na mastite. 29 de agosto de 2003.
Disponível em: https://www.milkpoint.com.br/colunas/marco-veiga-dos-santos/
hiperqueratose-dos-tetos-e-sua-influencia-na-mastite-parte-1-16244n.aspx.

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