Enquanto a carne de cordeiro ganhava espaço na mesa do brasileiro e a lã finalmente dava sinais de recuperação, a ovinocultura nacional fechou 2025 com um título que poucos imaginavam há uma década: referência genética na América do Sul. A afirmação é do presidente da ARCO, Associação Brasileira de Criadores de Ovinos, Edemundo Gressler, e aparece entre os principais legados do ano para a entidade.

Mais criadores, mais demanda internacional
A gestão dos registros genealógicos da ARCO cresceu em 2025, com mais criadores entrando no sistema e, segundo a entidade, demanda internacional crescente pela genética ovina brasileira. É sinal de que décadas de seleção e registro começaram a atravessar fronteira.
Embrapa e Fundovinos entram na jogada

Um dos marcos institucionais do ano foi a parceria técnica com a Embrapa Ovinos e Caprinos, em Sobral, no Ceará, somada à colaboração de universidades em melhoramento genético, manejo sanitário, reprodutivo e nutricional. No Rio Grande do Sul, o Fundovinos, parceria da ARCO com o governo estadual, sustentou a promoção do consumo de carne de cordeiro, a qualificação do mercado de lã e pesquisa nos núcleos de Encruzilhada do Sul e Hulha Negra.
Carne em alta, lã se recuperando

As vendas de carne de cordeiro melhoraram de forma significativa ao longo do ano, e a lã, que vinha de um período mais fraco, recuperou espaço no segundo semestre. Para 2026 a ARCO aposta em maior integração entre criadores, entidades técnicas e instituições públicas, com expectativa de que a colaboração com a Embrapa continue crescendo e o setor avance em profissionalização.
- Mais criadores registrados e maior demanda internacional pela genética ovina brasileira
- Parceria técnica com a Embrapa Ovinos e Caprinos de Sobral (CE)
- Fundovinos sustenta pesquisa e qualificação de mercado no Rio Grande do Sul
- Carne de cordeiro em alta e lã em recuperação no segundo semestre