Laminite em bovinos

Diversas enfermidades comprometem a saúde dos animais, causando impacto negativo na rentabilidade da pecuária. As principais enfermidades estão relacionadas aos problemas reprodutivos, em seguida vem as mastites e logo após, aparece as doenças do aparelho locomotor, como a laminite, que requer bastante atenção, isso porque afeta a produtividade dos rebanhos bovinos.

laminite é um processo inflamatório agudo das estruturas sensíveis da parede do casco, responsáveis pela formação e manutenção do casco, que resulta em claudicação e deformidade permanente do casco.

Essa patologia é pouco comum em bovinos e, quando se tem casos, normalmente está associado à ingestão excessiva de grãos (altas proporções de concentrados e baixa qualidade e quantidade de fibras), sendo portanto mais comum em animais confinados, animais de exposição e gado leiteiro.

É uma condição normalmente associada ao regime alimentar do animal, embora também possa estar associada a fatores genéticos, idade, fatores infecciosos como metritemastite, entre outros; fatores ambientais como umidade, contusão, estresse, traumas e até quadros de toxemia. Dependendo da causa e intensidade, a laminite se manifesta em vários tipos de lesões.

A laminite pode ser aguda, crônica ou subclínica, sendo esta última a manifestação mais comum da enfermidade. Os casos agudos são acompanhados de manifestação de dor intensa e tremores muscularessudorese e aumento da frequência cardíaca e respiratória. Nos casos crônicos, os cascos crescem em comprimento e a sola perde sua elasticidade e densidade normais, tornando-se mais quebradiça. A laminite subclínica é a forma mais importante da doença, porque, em geral, está associada a erros de manejo e as alterações são imperceptíveis pelo produtor.

O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível e busca remover a causa ou fator predisponente e o alívio da dor. A primeira medida após a constatação do problema é a remoção do animal para um piquete com forragem e água de boa qualidade, sem oferta de concentrado.

Fonte: MARTINS, I. S.; FERREIRA, M. M. G.; ROSA, B. R. T.; BENEDETTE, M. F. REVISTA CIENTÍFICA ELETÔNICA DE MEDICINA VETERINÁRIA – ISSN: 1679-7353. São Paulo, Ano VI – Número 10 – Janeiro de 2008.

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