Funcionalidade da Palma Forrageira no Sertão

A palma forrageira é originária do México, mas possui ampla distribuição geográfica, sendo cultivada na América do Sul, na África, e na Europa. 

No Brasil sua introdução ocorreu no final do século XVIII por dois grandes empresários da indústria têxtil (Delmiro Augusto da Cruz Gouveia e Herman Theodor Lundgren) com a finalidade de hospedar o inseto denominado cochonilha-do-carmim [Dactylopius coccus] e, a partir desse fato, o Brasil passou a produzir tecidos coloridos, competindo com a China e a Índia no mercado internacional. 

Fonte: Chris Castro

Entretanto o crescimento da indústria do petróleo e seus derivados, como os nitritos e nitratos, produtos que formam as tintas, alavancado pelo crescimento da indústria automotiva, após a primeira guerra mundial, inviabilizou economicamente o processo de produção do corante carmim para tingimento de tecidos em larga escala. 

Atualmente, a palma forrageira tem maior expressão de cultivo na área de pecuária leiteira dos rebanhos de zonas áridas e semiáridas. Tornou-se um excelente alimento com características energéticas, alta palatabilidade, produção de biomassa e resistência à seca.

Porém, por apresentar alto teor de água e baixo teor de matéria seca, não se recomenda o seu uso isolado na alimentação animal. É usada para compor a dieta substituindo parcialmente forragens tradicionais, O melhor resultado é obtido na mistura a alimentos concentrados, considerando a importância da sincronização de energia e proteína para um melhor aproveitamento dos nutrientes e, consequentemente, do desempenho animal.

Fonte: EPAMIG

Entretanto, cabe ressaltar que o alto teor de água da palma é uma forma indireta de promover o maior consumo de água na dieta, fator importante para a criação de animais em regiões áridas e semiáridas. Numa região onde a água é um elemento escasso e muitas vezes de péssima qualidade, tal característica deve ser enquadrada entre os aspectos positivos da forrageira.

Referências:

https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/979108/1/DOC106.pdf https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/139110/1/Doc233.pdf

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