Balanço energético negativo em vacas leiteiras

O balanço energético negativo é um processo fisiológico natural e inevitável em vacas de alta produção. Antes do parto, quando as vacas estão no chamado período de transição, o gasto de energia está em equilíbrio com o consumo de matéria seca, pois os nutrientes são requeridos apenas para mantença e gestação.

Leia: Fatores que afetam o teor de gordura do leite

Quando ocorre o parto e a vaca sai do período seco para o início da lactação, a demanda de nutrientes e energia para mantença e produção de leite é muito alta, e o consumo de matéria seca ainda está baixo e não é suficiente para suprir toda demanda energética que o animal necessita.Nesta fase a vaca mobiliza suas reservas corporais para conseguir suprir as exigências de produção de leite e acaba diminuindo seu escore de condição corporal, ou seja, ela perde peso. 

Para minimizar os efeitos do BEN, é necessário controlar o escore de condição corporal das vacas antes do parto, não deixando ela parir nem magra e nem gorda, pois em ambos os casos haverá problemas que irão afetar a sua lactação e trazer prejuízos para a atividade. Se a vaca parir magra, ela perderá peso e isso irá interferir na reprodução, atrasando a primeira ovulação. Por outro lado, se parir gorda, a mobilização de gordura será muito alta e a vaca poderá desenvolver problemas metabólicos como cetose e deslocamento de abomaso. Ou seja, o ideal é que no momento do parto a vaca esteja com um escore de condição corporal de 3,5. (Lembrando que o escore vaira de 1 a 5, sendo 1 extremamente magra e 5 extremamente gorda).

O pico de consumo de matéria seca ocorrerá algumas semanas após o pico de produção de leite, por isso a vaca deverá estar com boa condição corporal no momento de parto, para que sua recuperação ocorra de forma mais fácil e rápida, minimizando os efeitos negativos.

É fundamental ter um bom manejo nutricional no período de transição, aliado ao conforto e bem estar dos animais, para que esta fase não se transforme em prejuízos futuros para o produtor.

Leia: Estresse térmico em vacas leiteiras

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