Em 2021, no Congresso Mundial de ILPF, a Rede ILPF projetou uma meta que parecia ambiciosa: chegar a 35 milhões de hectares de sistemas integrados até 2030, o dobro da área de então. Cinco anos depois, o Brasil está mais perto desse número do que o esperado.

Vinte milhões de hectares e contando
Em 2025 o país já somava cerca de 20 milhões de hectares sob Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, segundo levantamento divulgado neste ano. No ritmo atual, a meta de 35 milhões para 2030 não só é alcançável, como pode ser batida antes do prazo. A proposta original também previa elevar a produtividade em até 50% nessas áreas, posicionando o Brasil como potência agroambiental.

Onde está o espaço para crescer
O Brasil tem cerca de 160 milhões de hectares de pastagem, segundo o Panorama Agro, e boa parte dessa área está degradada ou subutilizada, ou seja, é candidata direta à recuperação e conversão para sistemas integrados. É nesse estoque de pastagem que mora o maior potencial de expansão da ILPF nos próximos anos, sem precisar abrir um hectare novo de floresta.
Décadas de pesquisa por trás do sistema

A confiabilidade técnica da ILPF em diferentes regiões do país vem de décadas de pesquisa da Embrapa sobre produção tropical. O sistema combina lavoura, pecuária e floresta na mesma área, em consórcio, rotação ou sucessão: grãos no curto prazo, pecuária no médio prazo e madeira ou serviços ambientais no longo prazo. Propriedades que já adotaram o modelo relatam produtividade e rentabilidade maiores, com alguns relatos de retorno em dobro frente ao sistema convencional.
- Brasil já soma cerca de 20 milhões de hectares em sistemas de ILPF em 2025
- Meta da Rede ILPF é chegar a 35 milhões de hectares até 2030
- País tem 160 milhões de hectares de pastagem, boa parte com potencial de conversão
- Produtividade pode subir até 50% em áreas convertidas, segundo a proposta original