Escore Corporal (EC) na reprodução de bovinos

O Escore de Condição Corporal (ECC) é uma maneira de medida relacionada a massa muscular e a gordura disposta nos animais. Sendo assim, é possível aferir o estado nutricional dos indivíduos.

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Os índices vão de 1 até 5 ou de 1 até 9, sendo 1 os animais sem camada de gordura com a cavidade profunda em volta da cauda e costelas bem aparentes. Enquanto os animais classificados como 5 ou 9 apresentam camada de gordura densa, entretanto esse excesso de gordura pode ser prejudicial a saúde e desempenho dos indivíduos.

Fonte: ECC escala 1 a 9 (adaptado por Lowman, 1976); ECC escala 1 a 5 (adaptado por Wildman et al. 1982) – JetBov

O estado nutricional das fêmeas tem diversas interferências no sistema de produção, como a reprodução. A deficiência nutricional é o mais relevante. A nutrição é responsável pela liberação de GnRH e consequentemente LH, o qual tem total influência no desenvolvimento folicular e ovulação. A deficiência nutricional determina uma menor população de folículos grandes. Há queda na qualidade dos oócitos, bem como uma queda na fertilidade.

Nessas condições, as reservas corporais priorizam o metabolismo basal, crescimento, atividades e deixam a reprodução como última necessidade de manutenção. Dessa forma, a fisiologia reprodutiva é afetada gerando queda nos índices zootécnicos.

Consequências de baixos e altos escores

Escores baixos geram atraso na manifestação de cio levando a casos de anestro nas vacas e maior predisposição a doenças metabólicas.

É importante avaliar o ECC nos seguintes momentos: pré parto, parto e reprodução, 60 dias antes do desmame e no momento do desmame.

Avaliar os animais antes do parto (90 dias antes) permite que o produtor ajuste dietas para um período de maior demanda (lactação e gestação). Da mesma maneira que animais muito magros no momento do desmame produzem bezerros menores.

Vacas em casos de obesidade, além de comprometer a produção estão mais susceptíveis a doenças infecciosas. Por outro lado, o excesso de proteínas podem sobrecarregar o fígado e os animais gastam mais energia para eliminar ureia através da urina.

Diante do exposto, é imprescindível a atenção na alimentação das fêmeas, pois o fator escore corporal implica em diversas fases e atividades da produção.

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