
O conceito de conforto nas fazendas evoluiu significativamente nos últimos anos. Anteriormente, muitos consideravam esse tema apenas um detalhe secundário. Hoje, a ciência prova que o bem estar animal na produção garante a sustentabilidade financeira do negócio. Inegavelmente, rebanhos estressados geram prejuízos ocultos diários. Portanto, investir em manejo racional é essencial para o agronegócio moderno.
Fisiologia do estresse e qualidade da carne
O estresse agudo altera completamente o metabolismo dos animais. Primeiramente, o medo ou a dor liberam altos níveis de cortisol e adrenalina na corrente sanguínea. Consequentemente, o animal consome suas reservas de glicogênio muscular rapidamente.
Além disso, a falta dessa reserva prejudica a queda do pH após o abate. Dessa forma, o frigorífico obtém carnes escuras, duras e secas (anomalia DFD). Por isso, o bem estar animal na produção protege o valor comercial da carcaça. Sobretudo, o mercado consumidor exige produtos de altíssima qualidade visual e sanitária.
Engenharia de instalações e manejo racional
Você precisa adequar as instalações físicas da propriedade. Imediatamente, elimine cantos vivos, pregos expostos e sombras contrastantes nos currais. O uso de seringas curvas facilita o fluxo natural dos bovinos. Em contrapartida, treine sua equipe para abolir o uso de ferrões elétricos e gritos durante a lida.
Para conhecer as normas oficiais vigentes, acesse o portal do Ministério da Agricultura.