
A estacionalidade forrageira desafia os sistemas de produção brasileiros constantemente. Primeiramente, o período de estiagem reduz drasticamente a qualidade do pasto. Consequentemente, a nutrição de bovinos de corte requer intervenções técnicas precisas. O pecuarista não pode aceitar a perda de peso do rebanho. Portanto, o planejamento estratégico define a rentabilidade anual da fazenda.
O desafio da digestibilidade no rúmen
Durante a seca, o capim apresenta alto teor de fibra e baixa proteína. Inegavelmente, essa composição lentifica a taxa de passagem no trato digestório. As bactérias celulolíticas do rúmen precisam de nitrogênio para multiplicar. Sem esse nutriente, o animal simplesmente para de consumir a forragem.
Por isso, a nutrição de bovinos de corte foca na suplementação proteica inicial. Sobretudo, o fornecimento de ureia pecuária corrige essa deficiência rapidamente. Assim, a flora ruminal volta a fermentar o capim seco com máxima eficiência.
Estratégias de suplementação e manejo
Você deve iniciar o planejamento ainda na época das águas. Primeiramente, utilize a técnica do diferimento de pastagens para garantir volume de massa seca. Em contrapartida, avalie a necessidade de usar suplementos proteico-energéticos no cocho. Afinal, categorias mais exigentes, como garrotes em terminação, demandam maior aporte calórico.
Para aprofundar suas análises bromatológicas, consulte as tabelas de exigência nutricional da ESALQ/USP.
Ademais, monitore o escore de condição corporal (ECC) do lote semanalmente. Certamente, pequenos ajustes na formulação evitam grandes prejuízos financeiros. Por fim, a engenharia aplicada à nutrição animal transforma a seca em uma fase de oportunidades e engorda constante.