
A avicultura alternativa cresce rapidamente no Brasil. Primeiramente, os consumidores buscam produtos mais naturais e éticos. Contudo, o produtor precisa focar na eficiência técnica das instalações. Nesse cenário, o balanço energético em aves caipiras torna-se o principal pilar para garantir o lucro da atividade. Se você não gerenciar a energia do lote corretamente, a produtividade fatalmente cairá.
O que é o balanço energético em aves caipiras?
Na zootecnia, esse balanço é a conta matemática básica da vida da ave. Basicamente, é a energia consumida na ração menos a energia gasta no dia a dia. Em sistemas free-range, as aves caminham livremente pelos piquetes. Consequentemente, elas gastam muito mais calorias do que as aves confinadas em galpões fechados.
Além disso, essas aves enfrentam ventos, chuva e incidência direta de sol. Portanto, o produtor deve formular dietas específicas para suprir essa demanda metabólica extra.
Como a ambiência afeta o metabolismo?
A ambiência térmica impacta diretamente o metabolismo do lote. Quando o clima esfria muito, a galinha usa a energia da ração para aquecer o próprio corpo. Desse modo, sobra menos energia para botar ovos ou ganhar peso.
Para evitar isso, você precisa projetar instalações estruturalmente adequadas. Por exemplo, instale cortinas de manejo e construa áreas de sombreamento natural nos piquetes externos. O conforto térmico evita o desperdício de energia metabolizável.
Estratégias nutricionais e análise de dados
Você deve ajustar as rações conforme a estação do ano. No inverno, adicione fontes de óleo para elevar a densidade calórica da dieta. Por outro lado, no verão, foque em horários mais frescos para fornecer a alimentação. Além disso, forneça água limpa e fresca constantemente, pois ela regula a temperatura corporal.
Para aprofundar seus conhecimentos, recomendamos consultar as diretrizes técnicas no portal da EMBRAPA