Bubalinocultura – Raças existentes no Brasil (parte 2)

Continuação do primeiro post sobre Raças existentes no Brasil (caso você não tenha visto, corre lá ver). Nesse segundo post iremos destacar outras duas raças que tem sua própria característica, sendo assim, devem ser manejadas dentro de suas exigências nutricionais e pensando no seu bem estar.

Jafarabadi

Leite de Búfala - Ciência do Leite
Fonte: Ciência do Leite

Nome que advém da cidade Jafarabad, localizada a oeste da Índia. São animais fáceis de identificação, pois seu chifres são únicos, pesados e longos que tendem ir para trás dos olhos, tendo um formato espiralado, não são aceitos animais com chifres retos e nem manchas brancas em seu corpo. Animal forte de enorme capacidade torácica, o que o faz apto para produção de leite, tendo também, excelente conformação de úbere.

Além da excelente produção de leite, esta raça se destaca com ótima aptidão para corte, sendo a raça mais pesada entre os búfalos, podendo o macho pesar entre 800 a 1500 kg, e as fêmeas chegando a 650 – 900 kg. Sua produção de leite habitual é em média de 1800 – 2700 litros em 300 – 330 dias.

No Brasil distinguem – se duas variedades de Búfalos Jafarabadi, que não são distinguidas na Índia, são elas a Variedade Gir e a Variedade Palitana, ambas são muito parecidas, porém, a Variedade Palitana é de tamanho maior e com uma velocidade de crescimento um pouco mais rápido, já a Variedade Gir, tem o perfil craniano menor que se assemelha ao bovino Gir.

Racas bubalinas
Fonte: Almanaque do Campo

Carabao

RACAS BUBALINAS
Fonte: Almanaque do Campo

Sendo a principal raça do Extremo Oriente, esta raça se adaptou ao norte do Brasil. Conhecido como “Búfalo do Pântano”, por serem mais adaptadas as regiões pantanosas, e também conhecido como “Trator do Oriente”, principalmente pela sua força e musculatura desenvolvida, esta raça logo ganhou sua fama entre os fazendeiros, onde sua aptidão é para trabalho agrícola, tração e corte.

Prefere áreas pantanosas onde possa usar o chifre para se cobrir de lama, apesar de que essa preferência por áreas alagadas ou com rios por perto esteja presente em todas as raças (isto ocorre porque os búfalos possuem um menor número de glândulas sudoríparas em relação aos outros animais e sua pele escura apresenta uma espessa camada de epiderme, fazendo com que eles sejam menos eficientes na termorregulação corpórea). Seus chifres são largos e abertos, se afastando da cabeça, o que ajuda na necessidade de se cobrir de lama. Possuem cor cinza – parda e manchas brancas nas patas. É um animal compacto e maciço, o que explica a aptidão desenvolvida para corte, o macho atinge o peso de 600 – 750 kg e as fêmeas atingem entre 450 – 550 kg.

Sua produção leiteira não é grande, porém, em cruzamentos com outras raças de búfalos, ela pode ser aumentada passando de 1000 litros por lactação. Sendo uma raça forte, seu uso para trabalho é indiscutível e começa por volta dos 4 anos, na maioria dos lugares em que é criado. Seu tempo de trabalho diário é em média 5 horas.

Universidade Estadual de Maringá
Fonte: UEM – Universidade Estadual de Maringá

Esses animais são muito mansos e de fácil manejo, porém é necessário ter algumas preocupações com tal, visando sua nutrição e seu bem estar. Assim o animal irá ter uma produção que atingirá as expectativas do produtor, seja qual for a aptidão.

Referências

http://www.bufalo.com.br

http://www.almanaquedocampo.com.br/imagens/files/Raças%20unesp.pdf

https://cienciadoleite.com.br/noticia/64/raca-carabao

http://zootecniae10.blogspot.com/2011/11/racas-bubalinas.html

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