
A diarreia é considerada uma das doenças mais relevantes quando se trata de bezerros, sendo o principal motivo de morbidade e mortalidade nos animais jovens, acarretando em grandes perdas ao produtor leiteiro. Gera perdas econômicas devido aos custos com tratamento, o aumento da vulnerabilidade em relação a outras infecções, retardo no desenvolvimento e óbitos. Logo, demanda atenção redobrada no manejo dos neonatos leiteiros.
Diversos agentes patogênicos e condições de manejo podem resultar na diarreia em bezerros, que devido a isso, é retratada como doença multifatorial, podendo destacar:
- Contaminação infecciosa: através de vírus e bactérias
- Contaminação não infecciosa: ambiente, manejo nutricional, taxa de lotação
Geralmente, um outro fator que também interfere diretamente é a má colostragem, pois o colostro é um elemento essencial para adquirir imunidade, e quando esta não é feita corretamente e com qualidade, o animal fica mais suscetível a contrair doenças.
Os animais apresentam um quadro de desidratação progressiva, perdendo muita água pelas fezes, que por sua vez, são de consistência pastosa ou aquosa, podendo apresentar estrias de sangue, o que pode ser vista através da observação do períneo e/ou da cauda sujos com fezes.
É de grande importância a implementação de medidas estratégicas de controle e prevenção, podendo ser aplicadas por meio de ações simples, como:
- Higiene e limpeza do ambiente, reduzindo a presença de agentes contaminantes
- Fornecimento de colostro de qualidade na quantidade e tempo adequados
- Instalações adequadas com proteção de sol e chuvas (umidade)
- Evitar a superlotação de bezerros
No Brasil, o sistema de criação em abrigo individual em piquete, as “casinhas”, foi adotado para minimizar os problemas sanitários, e vem sendo utilizado no manejo intensivo.
O pontapé inicial no tratamento é a rápida identificação, quanto antes for identificada, maiores as chances de sucesso no final. Para ter eficácia no tratamento, é preciso identificar o grau da doença.
Os animais que apresentarem os sintomas devem ser isolados e rapidamente tratados com medicamentos adequados. É de extrema importância a presença de um profissional para determinar o grau da enfermidade e o possível tratamento, pois o sucesso do mesmo depende de escolhas apropriadas com relação a solução:
- Se de nível leve, a principal característica é a consistência das fezes, tendo como tratamento principal a reposição de fluidos (água e eletrólitos), e caso necessário, fornecer antibióticos orais.
- Já em nível mais avançado, o animal fica em estado depressivo, olhar fundo, boca e narinas secas, tendo como tratamento a medicação parenteral (injeções).

Os gastos com a prevenção da diarreia são consideráveis, contudo, o custo-benefício desse investimento é relevante quando comparado as perdas econômicas advindas do tratamento à perda de produtividade e mortalidade dos animais.
Portanto, com adequado manejo nutricional, higienização e limpeza apropriadas e controle da contaminação ambiental são medidas que reduzem o domínio da diarreia em bezerros neonatos, diminuindo os prejuízos físicos e econômicos ocorridas por meio desta.
Referências:
- https://www.fundacaoroge.org.br/blog/como-tratar-a-diarreia-em-bezerros-leiteiros
- https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/13905563/manejo-correto-reduz-diarreia-em-bezerros
- https://iepec.com/diarreia-em-bezerros-leiteiros-ocorrencia-e-tratamento/