Brucelose em bovinos

A Brucelose bovina é uma doença bacteriana (gram negativa), causada pelo agente Brucella abortus. Apresenta alta contaminação, podendo ser transmitida a seres humanos. É uma zoonose de importância mundial, trabalho de Santos et al, (2013), apontou perdas econômicas de R$420,12 ou R$226,47 para cada fêmea infectada acima de 24 meses de idade em rebanhos de leite ou corte, respectivamente. O prejuízo total estimado foi de, aproximadamente, R$892 milhões.

A Brucella abortus causa infecção nos placentomas, levando a um quadro de placentite necrótica. Em consequência, há menor passagem de nutrientes e oxigênio para o feto, desencadeando a morte do feto.

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Trata-se de um parasita intracelular facultativo, podendo ser de morfologia lisa ou rugosa.

A bactéria se aloja no reticulo endotelial e no trato genital, dessa maneira o sinal clínico é aborto em fêmeas e orquite em machos. Outras manifestações da doença são: nascimentos prematuros, esterilidade e baixa produção de leite.

brucelose

A principal via de infecção, é a via oral. Contudo, outras formas também podem transmitir a doença, tais como: trato respiratório, pele, conjuntivas e trato genital. Os animais ja infectados, podem expandir os casos através dos abortos, partos, colostro e leite cru.

Controle da doença

A eliminação da fonte da doença é a principal forma de prevenção da enfermidade. Sendo assim, é necessária adoção de algumas medidas tais como: evitar a manipulação abortos e materiais do aborto, higiene alimentar (pasteurização dos produtos lácteos), os bovinos devem ser vacinados obrigatoriamente.

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Fêmeas com idades entre 3 e 8 meses devem ser vacinadas com amostras B19 ou RB51, por outro lado fêmeas de idades superiores devem receber amostra RB19.

Visto a responsabilidade em relação ao contexto, se fez necessário a criação do Programa de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose animal (PNCEBT), estabelecido pelo MAPA em 2001, visando reduzir os impactos negativos dessas zoonoses tanto na saúde humana, quanto animal.

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